Descubra como definir a participação dessa classe de investimentos de acordo com seu perfil de risco e seus objetivos financeiros
A volatilidade dos mercados financeiros pode exigir estratégias, como a alocação em ativos defensivos, para mitigar perdas em cenários adversos. Nesse sentido, analisar a tolerância ao risco, o horizonte de investimento e os objetivos financeiros é um caminho para definir a combinação ideal entre títulos públicos pós-fixados, papéis atrelados à inflação, fundos cambiais e ETFs de commodities metálicas.
Para ativos negociados em bolsa, como ETFs de commodities (a exemplo do GOLD11), a tributação é de 15% de Imposto de Renda sobre o ganho de capital, diferindo da tabela regressiva aplicada aos títulos de renda fixa tradicional. Entender como esses instrumentos se encaixam na carteira e contribuem para a gestão de riscos ajuda a definir alocações compatíveis com o perfil do investidor.
Este conteúdo possui caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento.
Função dos ativos defensivos na proteção patrimonial
Um ativo defensivo é destinado a preservar o capital investido e a reduzir o drawdown da carteira em períodos de estresse no mercado. A eficiência dessa classe reside na dinâmica de descorrelação ou correlação negativa em relação a ativos de mais risco, como ações e fundos imobiliários.
Quando os mercados acionários sofrem quedas acentuadas, os ativos defensivos tendem a apresentar estabilidade ou trajetórias opostas, amortecendo o impacto negativo sobre o patrimônio total.
Na prática, instrumentos de renda fixa pós-fixada, como o Tesouro Selic, oferecem estabilidade e baixa volatilidade, enquanto títulos indexados à inflação, como o Tesouro IPCA+, protegem o poder de compra contra a variação dos preços.
Posições em ouro e moedas fortes atuam como reservas de valor em cenários de incerteza global. O objetivo principal dessas alocações não é maximizar o retorno em ciclos econômicos expansivos, mas assegurar a resiliência do portfólio, atenuar flutuações bruscas e fornecer liquidez para o reequilíbrio estratégico da carteira.
Faixa percentual e perfil de investidor
A definição da porcentagem de ativos defensivos deve considerar o perfil de investidor e o horizonte das metas financeiras estabelecidas. O mercado utiliza distribuições de referência como diretrizes de alocação:
- perfil conservador: entre 70% e 100% da carteira em ativos defensivos de renda fixa;
- perfil moderado: entre 40% e 60% da carteira em ativos defensivos de renda fixa;
- perfil arrojado: entre 10% e 30% da carteira em ativos defensivos de renda fixa, priorizando a exposição a ativos mais voláteis.
Essas faixas percentuais não substituem uma avaliação individual. A composição deve considerar o processo de suitability, que avalia características do investidor, como tolerância e capacidade de assumir riscos, objetivos financeiros, conhecimento sobre investimentos e horizonte de aplicação.
Para apoiar esse planejamento, corretoras, como a Genial Investimentos, oferecem acesso a diferentes alternativas de investimento e suporte especializado, permitindo avaliar a exposição aos riscos e acompanhar a carteira tanto de acordo com os objetivos definidos quanto com as condições de mercado.
Observe os riscos e a liquidez de cada alternativa de proteção
A escolha dos instrumentos defensivos requer a análise das diferenças técnicas entre os riscos de crédito, mercado e liquidez. Títulos públicos federais emitidos pelo Tesouro Nacional contam com a garantia soberana do Estado, apresentando o menor risco de crédito do mercado brasileiro.
Em contrapartida, títulos privados bancários, como CDBs, dependem do limite de garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), estipulado em R$ 250 mil por CPF e instituição financeira, respeitando o teto global de R$ 1 milhão a cada 4 anos.
A liquidez varia conforme o produto escolhido, alternando entre resgate imediato (D+0 ou D+1) em fundos DI de baixa taxa e prazos mais longos no Tesouro Direto ou papéis privados.
Títulos públicos e privados indexados ao IPCA ou prefixados estão sujeitos à marcação a mercado. Caso sejam negociados antes do vencimento, a variação nas taxas de juros futuras pode gerar oscilações negativas no valor dos papéis. Por isso, devem ser diferenciados da parcela destinada à reserva de emergência.
Avalie os custos e a tributação incidente sobre as aplicações
A apuração do retorno líquido real de uma aplicação pede conhecimento das alíquotas fiscais e das taxas operacionais vigentes. Na renda fixa tradicional e nos fundos de investimento não isentos, incide a Tabela Regressiva do Imposto de Renda:
- Até 180 dias: 22,5%
- De 181 a 360 dias: 20,0%
- De 361 a 720 dias: 17,5%
- Acima de 720 dias: 15,0%
Resgates efetuados nos primeiros 30 dias de aplicação também estão sujeitos ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Para ativos negociados em bolsa, como ETFs de renda fixa, commodities ou moedas, a tributação incide sobre o ganho de capital conforme as regras específicas de cada categoria de fundo.
No Tesouro Direto, há a cobrança da taxa de custódia da B3 sobre os valores aplicados que excederem os limites de isenção previstos em regulamento. Despesas como taxas de administração em fundos reduzem o rendimento final e devem ser consideradas na análise de custos.
Rebalanceie os percentuais para manter o equilíbrio
O rebalanceamento da carteira consiste no ajuste das proporções entre ativos defensivos e de mais risco quando as oscilações de mercado alteram a participação no portfólio.
Essa prática pode manter a alocação próxima aos parâmetros definidos pelo investidor por meio de revisões em períodos predeterminados ou afastamento da participação de determinada classe em uma faixa estabelecida previamente.
Ao considerar esse tipo de movimentação, vale observar os custos envolvidos com taxas de corretagem e emolumentos, além dos possíveis efeitos tributários decorrentes da venda de ativos com ganho de capital.
A proporção também pode ser revisitada ao longo do tempo, especialmente diante de mudanças nos objetivos financeiros, no horizonte de investimento ou no perfil de risco do investidor.
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